Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Mitologia Grega - Édipo

Tanto se fala sobre o Complexo de Édipo e quem conhece realmente a história de quem era Édipo?? Pois aqui fica a história de Édipo para quem gosta de mitologia grega ou simplesmenta para quem tem curiosidade em saber o porquê da psicologia ter adoptado o  nome Complexo de Édipo.

 

 

Filho de Laio e de Jocasta, herdeiro da maldição que assolava os Labdácias, foi abandonado ao nascer no Monte Citerão, já que Apolo havia predito a seu pai que se ele gerasse um filho, este o mataria. O criado, encarregado de executar essa missão perfurou-lhe os pés com um gancho de forma a poder suspender o menino numa árvore. Isso explica o fato pelo qual, ao ser encontrado por alguns pastores, foi chamado Édipo, que em grego significa “pés inchados”. Foi levado ao rei de Corinto, Pólibo, que, por não ter filhos, embora fosse casado com a rainha Peribéia,o adoptou. Numa certa ocasião, o jovem participava de um banquete, quando um coríntio referiu-se indiscretamente ao jovem como filho postiço. Intrigado, Édipo resolveu consultar o oráculo de Delfos para saber sua real origem. Além de não obter uma resposta precisa, o jovem se defrontou com uma revelação aterrorizante.

A resposta que Édipo recebeu é que, não somente mataria seu pai, mas desposaria sua própria mãe, gerando uma raça maldita. No intuito de evitar uma tragédia, desesperado resolveu fugir de Corinto, deixando para trás Pólibo e Peribéia, quem de fato acreditava serem seus pais verdadeiros. À caminho da Fócida, onde os caminhos de Cáulis e Tebas se bifurcam, o pobre rapaz deparou-se com Laio e sua escolta, composta por quatro pessoas além do rei: o arauto, um cocheiro e mais dois escravos. Este, cheio de impáfia, ordenou-lhe que desse passagem ao rei de Tebas. Como Édipo se recusasse sequer a alterar o passo, teve um de seus cavalos executados pelo rei. Ignorando a verdadeira identidade do rei, Édipo com o auxílio de sua arma, a bengala que o amparava no caminhar, e com grande violência, matou a golpes Laio.

Chegando à Tebas, deparou com a Esfinge, monstro que vinha assolando a cidade há tempos. Descendente de uma família de monstros, sua mãe, Equidna, corpo de mulher e cauda de serpente que devorava todos os viajantes que dela se aproximassem. Ortro uniu-se a própria mãe, e dessa forma, tornou-se ao mesmo tempo pai e irmão da Esfinge. Esta havia sido enviada por Hera à cidade de Tebas para punir o rei Laio, responsável pelo suicídio de Crísipo, filho de Pélops. Misto de vários animais, a Esfinge tinha a cabeça e o busto de mulher, as patas de leão, o corpo de cão, cauda de dragão e asas como as das Hárpias.

Instalada à entrada da cidade, mais precisamente no Monte Ficeu, propunha aos forasteiros que ali chegavam um enigma de grande complexidade e de difícil resolução. Os que não fossem capazes de decifrá-lo eram sumariamente eliminados, pois a criatura além de matar, devorava sua vítima. O monstro já havia feito muitas vítimas e os habitantes estavam alarmados quando Édipo, buscando exílio, chegou à Tebas. Ao enfrentá-la, foi recebido com a seguinte pergunta: “Qual é o animal que pela manhã tem quatro pés, ao meio dia dois e à tarde três?” Édipo sem dificuldade respondeu que este animal era o homem, que na infância engatinha, depois passa a caminhar com os dois pés e na velhice, com o peso dos anos, necessita de uma bengala, ou seja, de uma terceira perna para se sustentar. Como já estava previsto pelo destino que no dia que alguém lograsse decifrar seu enigma a Esfinge morreria, esta, precipitou-se do alto de um precipício e morreu espatifada contra os rochedos.

Aclamado pela população agradecida, tornou-se rei, e, por conseguinte, recebeu também a mão da rainha Jocasta em casamento. Em outras palavras, Édipo cumpriu a segunda e última parte da profecia, pois ao casar-se com a rainha, desposava na verdade, sua própria mãe. Quatro filhos foram gerados desta união: Etéocles, Polinice, Antígona e Ismena. O rei de Tebas reinou durante anos tranqüilamente até o dia em que a população local começou a ser assolada por uma peste. O oráculo, novamente consultado, declarou que para cessar a epidemia, se fazia necessário encontrar o assassino de Laio e baní-lo definitivamente de Tebas. Tirésias, o grande vidente cego, trazido até a corte revelou a verdade sobre o crime e esclareceu a identidade e a história de Édipo. Jocasta, humilhada e sem poder suportar a vergonha, suicidou-se. Édipo, ao lado do corpo de sua mãe, vazou seus olhos. Expulso da cidade por Etéocles e Polinice, partiu para o exílio acompanhado por Antígona que o guiou até a Ática, onde foi acolhido por Teseu .

Tempos depois, seus filhos e Creonte, irmão de Jocasta, tentaram convencê-lo de regressar à Tebas, pois um oráculo havia predito que onde estivesse localizada sua tumba, os deuses dedicariam especial proteção. Inútil, porque Édipo, recusou-se terminantemente a realizar-lhes o desejo e viveu seus últimos dias em Colona, localidade situada próximo à Atenas. Foi por esse motivo que a cidade sempre logrou sair vitoriosa nas disputas contra Tebas.

sinto-me:
Pensado por Lucy às 17:24

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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007

Dispersão - Mário Sá-Carneiro

Perdi-me dentro de mim 

Porque eu era labirinto,     

E hoje, quando me sinto, 
É com saudades de mim.


Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.

Na ânsia de ultrapassar,

Nem dei pela minha vida...

 

Para mim é sempre ontem, 
Não tenho amanhã nem hoje: 
O tempo que aos outros foge 
Cai sobre mim feito ontem.


(O Domingo de Paris
 Lembra-me o desaparecido
 Que sentia comovido
 Os Domingos de Paris:

 

Porque um domingo é família,
É bem-estar, é singeleza, 
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).


O pobre moço das ânsias...
u, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também

Que te abismaste nas ânsias.

A grande ave dourada

Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.


Como se chora um amante,

Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.

Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projeto:
Se me olho a um espelho, erro —
Não me acho no que projeto.

Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.


Não perdi a minha alma, 
Fiquei com ela, perdida.  

Assim eu choro, da vida, 
A morte da minha alma.


Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... Mas recordo


A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.

(As minhas grandes saudades 
São do que nunca enlacei.  
Ai, como eu tenho saudades 
Dos sonhos que não sonhei!...


E sinto que a minha morte —

Minha dispersão total —
Existe lá longe, ao norte, 

Numa grande capital.

Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo, 
E todo azul-de-agonia

Em sombra e além me sumo.


Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...

Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...

Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas Pra se dar
Ninguém mas quis apertar
Tristes mãos longas e lindas


Eu tenho pena de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo?  UM rastro?... Ai de mim!,..


Desceu-me na alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.

Álcool dum sono outonal 
Me penetrou vagamente 
A difundir-me dormente 
Em urna bruma outonal.


Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço... 
A hora foge vivida,
Eu sigo-a, mas permaneço,..


.....................................
.....................................
Castelos desmantelados, 
Leões alados sem juba
.........................................
.........................................





Paris, maio, 1913

 

sinto-me:
Pensado por Lucy às 13:43

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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Uma música para sonhar...

Fecho os olhos enquanto a oiço e deixo-me levar por um sem número de pensamentos, recordações, imagem soltas...viajo em cada palavra até a ti, por momentos o Mundo lá fora parou para mim...

Uma das minhas músicas favoritas, por todo um sentido que existe nela...quem não conhece, que oiça...simplesmente linda!!!

Eu te amarei mesmo estiveres triste / Mas diz-me querido a verdade / O que

 eu sou para ti?

 

Norah Jones - What Am I To You?

 

What am I to you?
Tell me darlin' true
To me you are the sea
Vast as you can be
And deep the shade of blue

When you're feelin' low
To whom else do you go?
I'd cry if you hurt
I'd give you my last shirt
Because I love you so

Now if my sky should fall
Would you even call?
I've opened up my heart
I never want to part
I'm givin' you the ball

When I look in your eyes
I can feel the butterflies
I'll love you when you're blue
But tell me darlin' true
What am I to you?

If my sky should fall
would you even call?
I've opened up my heart
I never wanna part
I'm givin' you the ball

When I look in your eyes
I can feel the butterflies
Could you find a love in me?
Would you carve me in a tree?
Don't fill my heart with lies
I will love you when you're blue
But tell me darlin' true
What am I to you?

sinto-me:
Pensado por Lucy às 16:44

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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

O Regresso...

Andava eu a "vaguear" aqui pela net e deparei-me com o meu "velhinho" blog, achei que já estivesse inactivo. A última entrada data Março 2005...desde então tanta coisa aconteceu...ai, ai que nostalgia!...resolvi que ia voltar a dar-lhe uso, e "voilá" aqui estou eu com este "primeiro" post depois de tanto tempo! 
sinto-me:
Pensado por Lucy às 17:21

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